Frei Orlando, capelão da FEB, é incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria

O patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército Brasileiro, frei Orlando, capitão capelão do Exército na Segunda Guerra Mundial, terá seu nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A lei é originária do PL 1.076/2023, do ex-deputado federal professor Paulo Fernando (DF) foi sancionada na terça-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Notícias do Brasil

06.08.2026 - 11:31:00 | 2 minutos de leitura

Frei Orlando, capelão da FEB, é incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria

Mantido no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília (DF), o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria reúne, “em páginas de aço, os nomes de brasileiros e grupos de brasileiros que ofereceram a vida em defesa do país, com dedicação e heroísmo excepcionais”, segundo a Agência Câmara de Notícias.

 

Frei Orlando

 

Antônio Álvares da Silva, nome secular de frei Orlando, nasceu no dia 13 de fevereiro de 1913, em Morada Nova (MG). Órfão, com apenas um ano de idade, foi criado por uma família católica.

 

Sua vocação sacerdotal surgiu aos dez anos de idade, ao conhecer três padres franciscanos holandeses. Em 5 de janeiro de 1925, ingressou no Colégio Seráfico de Divinópolis (MG), onde iniciou os estudos no seminário menor. Depois, foi para a Holanda, concluiu a formação e entrou na Ordem dos Frades Menores (OFM), em 17 de fevereiro de 1931. Foi ordenado sacerdote em 24 de outubro de 1937, aos 24 anos, no santuário Santo Antônio, em Divinópolis e foi designado para São João del Rei (MG), onde lecionou português, geografia e história geral no colégio Santo Antônio, que era dirigido pela OFM.

 

Além do trabalho sacerdotal, frei Orlando dedicava-se à assistência aos mais pobres. Criou a obra social "Sopa dos Pobres", que contou com o apoio voluntário de militares do 11º Regimento de Infantaria (11º RI). Quando soube que o regimento seguiria para a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e que o Exército buscava um religioso para atuar como capelão militar, apresentou-se voluntariamente para integrar a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na campanha da Itália. Seu primeiro serviço no Teatro de Operação na 2ª Guerra Mundial foi celebrar uma missa na catedral de Pisa para os pracinhas brasileiros.

 

Em 13 de julho de 1944, ele foi nomeado capelão militar, com o posto de primeiro-tenente, e incorporado ao efetivo do 11º RI, o Regimento Tiradentes. Em 27 de janeiro de 1945, recebeu o posto de capitão honorário, como os capelães do Exército dos Estados Unidos. Frei Orlando foi morto aos 32 anos por um tiro acidental de um integrante da Resistência italiana, em 20 de fevereiro de 1945, às vésperas da conquista de Monte Castelo, na Itália. Em 1946, o governo brasileiro o declarou patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército.

 
 
 

Fonte Agência Católica de Informação - ACI Digital
Imagem Frei Orlando, patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército Brasileiro | Reprodução/OFM Província Santa Cruz
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