CELEBRANDO O NATAL COM SIMPLICIDADE E HUMILDADE: UMA REFLEXÃO NATALINA POR DOM NERI JOSÉ TONDELLO
Querido amigo e querida amiga. Amados diocesanos! Neste Natal, queria apenas que visitássemos o Presépio e olhássemos para Jesus humilde, simples e pobre de tudo. Desprovido de tudo. Ao mesmo tempo, em que a sociedade não o acolhe, sem lugar na hospedaria da cidade, Deus permitiu que a lição fosse plena
A voz do pastor
24.12.2023 - 07:00:00 | 2 minutos de leitura

Nascer num coxo onde são alimentados os animais, eis aí a intenção de Deus em nos dar nosso alimento como Bom Pai do céu. “Eu sou o pão da vida, quem comer deste pão viverá para sempre”, palavras da própria boca de Jesus, ditas quando crescido e bem educado. No Presépio humilde, Deus se dá ao mundo como testemunho de quem está perto, que nos ama de perto. Nos protege de perto. Providencia o que nos falta.

Os pobres, são os preferidos de Deus, as minorias tão massacradas, recebem de Deus, o Jesus misericordioso que diz: “Os pobres e as prostitutas vos precederão no Reino dos céus”. “Estive preso e vieram me visitar”. Neste Natal queria muito que aprendêssemos o necessário para uma vida muito mais feliz: a simplicidade e a humildade; nossas dúvidas, como as dúvidas de José e Maria, fossem sanadas na entrega total e confiante em Deus; que os animais continuem no direito de estar perto de Jesus e perto de nós na amizade com seus direitos, também respeitados; o presépio envolto de floresta e mata, de São Francisco, caracteriza de maneira perfeita a casa comum. Jesus, o santificador da Ecologia integral. Jesus encarnado no presépio, incultura-se no rosto indígena, no rosto ribeirinho de ser, nos rosto assentado, no rosto do produtor do alimento nosso de todo o dia; no rosto de cada um de nós, Jesus se afeiçoa da maneira mais próxima possível. Exatamente na sua pobreza no presépio, Jesus espera que o acolhamos e o protegemos nas crianças da Faixa de Gaza. Nos jovens desaparecidos. Na família triste, sem teto, sem pão e sem pátria.
O Natal de um Menino pobre, filho de uma mãe solteira, que tem um pai adotivo, a ralé da sociedade, os pastores sujos e fedorentos para adorá-lo, presenteado por outras gentes de outras religiões, magos, astrólogos. Que tal um Natal assim!? Jesus para todos.
+ Dom Neri José Tondello, Bispo Diocesano de Juína.

Fonte Dom Neri José Tondello
Imagem Renan Dantas - Pascom Diocesana
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