VISITA MISSIONÁRIA ÀS ALDEIAS RIKBAKTSA REFORÇA LAÇOS DE FÉ E ESPERANÇA NA AMAZÔNIA MATO-GROSSENSE
Nesta quinta-feira, dia 23, Dom Neri José Tondello presidiu celebrações de crisma e batismo nas aldeias Escolinha e Cabeceirinha, localizadas no noroeste de Mato Grosso, no território da Diocese de Juína.
24.10.2025 - 09:20:00 | 3 minutos de leitura

Os Rikbaktsa são um povo indígena que habita a bacia do rio Juruena, no noroeste do Mato Grosso, dentro do território da Diocese de Juína. Também conhecidos como “Orelhas de Pau” ou “Canoeiros”, os Rikbaktsa se destacaram nas décadas de 1950 e 1960 por sua coragem e determinação na defesa de seu território e de sua cultura. Hoje, permanecem firmes na preservação de suas tradições, língua e espiritualidade, vivendo em harmonia com a floresta, o rio e a fé que os sustenta.
Nesta quinta-feira, 23 de outubro, uma equipe missionária da Paróquia Nossa Senhora da Paz, localizada no bairro Padre Duílio, em Juína, realizou uma visita missionária às aldeias Escolinha e Cabeceirinha, pertencentes à etnia Rikbaktsa. A missão teve como propósito fortalecer os laços pastorais e a presença evangelizadora junto aos povos originários, valorizando sua cultura, espiritualidade e modo próprio de viver a fé.



A aldeia Escolinha, situada às margens do Rio do Sangue, acolheu uma celebração festiva e profundamente significativa, presidida por Dom Neri José Tondello, bispo diocesano, e concelebrada pelo Padre Ernesto Backs. Na ocasião, foram celebradas cinco crismas e três batizados, com ampla participação da comunidade local. O batismo foi realizado nas águas do rio — um gesto simbólico e espiritual que expressa a profunda ligação entre fé e natureza na vivência do povo Rikbaktsa.

Após a celebração, missionários e comunidade partilharam uma refeição fraterna composta por peixe assado, beiju e suco de açaí. As crianças receberam pirulitos e pequenas lembranças, em um ambiente de alegria e comunhão.
Em seguida, a equipe missionária seguiu para a aldeia Cabeceirinha, onde também foi celebrada a Eucaristia e o batizado de uma pequena indígena, de apenas dez dias de vida. Durante o encontro, a comunidade manifestou o desejo de construir um espaço coberto para encontros e celebrações — um sonho que reflete o empenho em fortalecer a fé e a convivência comunitária.


As Irmãs Pequenas Missionárias e os Irmãos Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, que participaram da missão, destacaram a alegria e o aprendizado de conviver com o povo Rikbaktsa, ressaltando sua sabedoria, serenidade e fé profunda. Para muitas religiosas e missionários, foi o primeiro contato direto com uma comunidade indígena — experiência marcada pela escuta, pela simplicidade e pelo testemunho de vida.



A visita pastoral nas aldeias Rikbaktsa foi um encontro de culturas, de fé e de comunhão, no qual a Igreja se fez presença viva, solidária e esperançosa no coração da Amazônia mato-grossense. O gesto missionário reafirma o compromisso da Diocese de Juína com o anúncio do Evangelho, o respeito à diversidade dos povos e o cuidado com a Casa Comum.
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