REZEMOS PELA VENEZUELA: TERREMOTOS CONSECUTIVOS DE MAGNITUDES 7,2 E 7,5 DEIXAM MAIS DE 160 MORTOS E SÃO SENTIDOS NO BRASIL

Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela em sequência deixaram um cenário de destruição, com mais de 160 mortes confirmadas e cerca de 970 feridos, segundo autoridades locais. Os tremores também foram sentidos em países vizinhos e em algumas regiões do Brasil.

Notícias da Diocese

25.06.2026 - 08:10:00 | 3 minutos de leitura

REZEMOS PELA VENEZUELA: TERREMOTOS CONSECUTIVOS DE MAGNITUDES 7,2 E 7,5 DEIXAM MAIS DE 160 MORTOS E SÃO SENTIDOS NO BRASIL

Os abalos sísmicos ocorreram na noite de quarta-feira (24), em um intervalo de menos de um minuto, ampliando o impacto e dificultando a resposta imediata das equipes de emergência. O epicentro foi registrado na região de Yaracuy, no centro do país.

 

Equipes de resgate seguem atuando nesta quinta-feira (25) em meio aos escombros de prédios e estruturas que desabaram. O objetivo é localizar sobreviventes e prestar socorro às vítimas em diferentes áreas afetadas.

 

 

 

Imagens e relatos divulgados por agências internacionais mostram ruas destruídas, edifícios colapsados e famílias desalojadas, muitas delas abrigadas em estruturas improvisadas após perderem suas casas.

 

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os tremores estão entre os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. O maior evento anterior no país ocorreu em 1900, com magnitude estimada em 7,7.

 

Além da Venezuela, os tremores foram sentidos em países como Colômbia e em ilhas do Caribe, incluindo Curaçao e Aruba, evidenciando a força e a amplitude do fenômeno.

 

Autoridades locais decretaram estado de emergência em áreas afetadas e seguem coordenando ações de resgate, atendimento médico e distribuição de suprimentos às populações atingidas.

 

Diante da tragédia, cresce a mobilização internacional de ajuda humanitária e solidariedade às vítimas.

 

Além da Venezuela, os tremores também foram sentidos em países vizinhos e em algumas regiões do Brasil. Cientistas da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) informaram que os abalos foram percebidos nos estados do Pará, Amazonas, Roraima e Amapá. As capitais Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá também registraram percepção dos tremores.

 

De acordo com o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP, é relativamente comum que sismos dessa magnitude e profundidade sejam sentidos a grandes distâncias do epicentro.

 

“É relativamente comum que sismos dessas magnitudes e com essas profundidades sejam sentidos a vários quilômetros de distância do epicentro”, explicou.

 

O especialista destacou, no entanto, que não há risco de danos estruturais em cidades brasileiras devido à grande distância do evento principal. Segundo ele, apesar do susto, os efeitos no Brasil são considerados leves e sem potencial destrutivo.

 

Collaço também afirmou que não é possível prever a ocorrência de novos tremores, mas que réplicas podem acontecer nos próximos dias, o que é comum em eventos dessa magnitude.

 

No Brasil, a Defesa Civil do Amazonas informou que moradores de Manaus, Barcelos e Iranduba sentiram os tremores, sem registro de vítimas ou danos materiais. Em Belém, o prefeito Igor Normando relatou que alguns prédios chegaram a ser evacuados de forma preventiva nos bairros do Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira, mas sem ocorrências graves.

 

“Seguimos monitorando a situação e adotando todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população”, afirmou o gestor, em conjunto com a Defesa Civil Municipal e Estadual.

 

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) manifestou pesar pelas vítimas do terremoto na Venezuela e expressou solidariedade ao povo venezuelano, desejando pronta recuperação aos feridos.

 

“O Brasil manifesta sua solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela e deseja uma rápida recuperação aos feridos”, informou em nota.

 

O governo brasileiro também orientou que cidadãos em situação de emergência podem entrar em contato com a embaixada do Brasil na Venezuela pelo telefone +58 414-3723337.

 

Neste momento de dor, a Igreja e diversas comunidades são convidadas à oração e à solidariedade com o povo venezuelano.

 

Esta matéria pode ser atualizada a qualquer momento, conforme a evolução das informações e dos dados oficiais divulgados pelas autoridades.

 

Fonte Pe. Renan Dantas – Diocese de Juína (MT)
Imagem Edilzon Gamez/Getty Images
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