POR QUE A IGREJA GUARDA O DOMINGO E NÃO O SÁBADO?

Entenda as razões teológicas e históricas que levaram a Igreja a celebrar o Dia do Senhor no domingo.

 

Notícias da Diocese

02.06.2024 - 13:20:00 | 3 minutos de leitura

POR QUE A IGREJA GUARDA O DOMINGO E NÃO O SÁBADO?

A Ressurreição de Cristo: Início de Uma Nova Criação

 

A razão principal pela qual a Igreja Católica celebra o domingo, e não o sábado, como o Dia do Senhor está profundamente enraizada na ressurreição de Jesus Cristo. Este evento, que ocorreu no primeiro dia da semana, marca a inauguração de uma “nova Criação” libertada do pecado. O termo "domingo" deriva do latim “dominicus”, que significa "dia do Senhor", sublinhando sua importância para os cristãos.

 

O Catecismo da Igreja Católica explica que o domingo leva à plenitude a verdade espiritual do sábado judaico. No parágrafo 2175, está escrito: “O Domingo distingue-se expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, cada semana, e cuja prescrição ritual substitui, para os cristãos. Leva à plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do Sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus.”

 

A Prática dos Primeiros Cristãos

 

Desde os tempos apostólicos, a celebração do domingo como o Dia do Senhor está documentada. Em Atos dos Apóstolos 20,7, vemos que os primeiros cristãos se reuniam para a fração do pão no “primeiro dia da semana”. Este dia não apenas simboliza a ressurreição de Cristo, mas também o início de uma nova era espiritual.

 

No Evangelho de Mateus 28,1, após o sábado, ao raiar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vieram ao sepulcro, confirmando que Jesus havia ressuscitado. Esta prática continuou, como mencionado em Apocalipse 1,10, onde São João refere-se ao “dia do Senhor”.

 

Tradição Apostólica e Escritos dos Padres da Igreja

 

A Tradição Apostólica reforça a importância do domingo. A Epístola de Barnabás, datada de 74 d.C., já mencionava a guarda do oitavo dia, o domingo, com alegria por ser o dia da ressurreição de Jesus. Santo Inácio de Antioquia, escrevendo em cerca de 107 d.C., afirmou que os cristãos não mais observavam o sábado, mas sim o domingo, o dia do Senhor.

 

A liturgia cristã, conforme descrita na Constituição sobre a Sagrada Liturgia (SC 106), celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, evidenciando a continuidade e a importância deste dia para a fé cristã.

 

Testemunhos de Mártires e Doutores da Igreja

 

São Justino, mártir do século II, escreveu que os cristãos se reuniam no “dia do sol”, não apenas por ser o primeiro dia após o sábado judaico, mas por ser o dia em que Deus criou o mundo e em que Jesus Cristo ressuscitou. São Jerônimo, um dos maiores doutores da Igreja, referiu-se ao domingo como o “dia do Senhor” e o “dia dos cristãos”, pois foi nesse dia que Jesus ressurgiu vitorioso.

 

Conclusão: O Domingo como Dia do Senhor

 

Portanto, a celebração do domingo como o Dia do Senhor está profundamente fundamentada na Sagrada Escritura e na Sagrada Tradição Apostólica. Desde a ressurreição de Cristo, o domingo foi reconhecido como o dia da nova Criação, um dia de alegria e de esperança renovada. A Igreja continua a observar este dia, honrando o triunfo de Cristo sobre a morte e celebrando a esperança da vida eterna.

 

Informações:

Nacional – CNBB

Bíblia Jerusalém – Paulus Editora

Vatican News

 

 

Fonte Renan Dantas - Diocese de Juína
Imagem Divulgação
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