O silêncio de homens diante do feminicídio agrava este cenário, diz pastoral presbiteral de Santarém

“Acompanhamos com grande preocupação o crescimento alarmante da violência contra as mulheres, especialmente o feminicídio”, escreveu a pastoral presbiteral de Santarém em uma manifestação em defesa da vida e contra o feminicídio no sábado (6). Segundo a pastoral, o “Pará é um dos estados com maior número de mortes de mulheres no Brasil”.

Notícias do Brasil

09.12.2025 - 18:49:00 | 2 minutos de leitura

O silêncio de homens diante do feminicídio agrava este cenário, diz pastoral presbiteral de Santarém

“O que agrava ainda mais este cenário é o silêncio de muitos homens diante do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres”, disse a pastoral, recordando que “a maioria das lideranças” das comunidades da arquidiocese “são mulheres: catequistas, coordenadoras, membros das equipes de liturgia, agentes de pastoral, cristãs comprometidas com a missão da Igreja”.

 

Atualmente, cerca de duas mil denúncias de violência contra a mulher no Brasil são recebidas por dia no Ligue 180, segundo o Governo Federal. As queixas vão desde agressões menores até estupros, tentativas de violência física, violência política e violência patrimonial. Em 2024, foram registrados 1.492 casos de feminicídio e mais de 3,8 mil tentativas. Neste ano, já foram registradas 1.177 ocorrências. O Pará, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, teve uma redução de 12,28% nos casos de feminicídio em relação ao ano de 2023. Em 2024, foram registrados 50 casos no Estado.

 

 

“Recordemos a 8ª estação da Via-Sacra: ‘Jesus consola as mulheres de Jerusalém’. Hoje, Ele continua consolando as mulheres feridas pelo medo, pela ameaça e pela violência”, disse a pastoral, pedindo aos homens de Santarém: “Não podemos, portanto, permanecer calados. Quando os homens não se manifestam, acabam colaborando, ainda que indiretamente, para o sofrimento de tantas mulheres diante dessa chaga social”.

 

 

 

 

Fonte Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015.
Imagem Divulgação
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