III SEMINÁRIO DE LÍNGUAS MATERNAS INDÍGENAS FORTALECE A PRESERVAÇÃO CULTURAL EM MATO GROSSO
Evento contou também com a II Mostra de Práticas Exitosas de Ensino de Línguas Originárias
02.10.2025 - 15:40:00 | 3 minutos de leitura

Entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, o SENAI de Várzea Grande (MT) recebeu o III Seminário de Línguas Maternas Indígenas e a II Mostra de Práticas Exitosas de Ensino de Línguas Originárias. O encontro reuniu lideranças de diversas etnias, professores, pesquisadores e estudantes, todos com um mesmo objetivo: valorizar e preservar as línguas originárias do Brasil.
Ao longo dos três dias, os participantes tiveram acesso a palestras, mesas-redondas, exposições culturais, o tradicional Moitará — momento de troca entre comunidades — e a Mostra de Práticas Exitosas, que apresentou experiências pedagógicas inovadoras desenvolvidas em escolas indígenas estaduais.
Entre os palestrantes convidados estavam Altaci Corrêa Rubim Kokama, Chiquinha Paresí, Filadelfo Corezomaé, Karina Kambeba e Wellington Quintino, referências nacionais na defesa das línguas e saberes indígenas.
A rede estadual de Educação Escolar Indígena em Mato Grosso conta atualmente com 70 unidades, atendendo 6.699 estudantes do Ensino Fundamental, 2.501 do Ensino Médio e 1.517 da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para garantir uma formação de qualidade e culturalmente adequada, a Seduc mantém 1.114 professores indígenas contratados, que atuam diretamente nas comunidades.
Lançamento do livro Enawene Nawe

Um dos momentos mais marcantes do Seminário foi o lançamento do livro “Kolakatiwali Hatanawenetali – Algumas Histórias Enawene Nawe”, obra bilíngue (Enawene Nawe/Português) produzida por autores indígenas: Okoxiroli Kayokase, Alowalikase, Olohokwaihi, Yokwari, Kawali, Walitere e Mayowikwa.
Capa do livro “Kolakatiwali Hatanawenetali – Algumas Histórias Enawene Nawe” - Divulgação
A organização ficou a cargo de Fausto Campoli e Augusta Eulália Ferreira, com edição da Editora Sustentável. O projeto teve apoio do Fundo Nacional de Solidariedade da Campanha da Fraternidade, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Misereor — Obra Episcopal da Igreja Católica da Alemanha para a Cooperação ao Desenvolvimento — e da Kindermissionswerk – Die Sternsinger, agência católica de cooperação voltada especialmente ao apoio de crianças.
Os Enawene Nawe vivem no noroeste de Mato Grosso, sobretudo na região do rio Iquê, afluente do Juruena. Com pouco mais de 1000 pessoas, preservam um modo de vida comunitário baseado na pesca, no respeito à floresta e em rituais tradicionais. Sua língua, da família Aruak, ocupa lugar central em sua cultura. Entre suas práticas mais conhecidas está o Yaokwa, ritual de canto e oferendas reconhecido pelo IPHAN como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
O livro lançado reúne narrativas tradicionais, garantindo que a tradição oral e a visão de mundo desse povo sigam vivas para as novas gerações. “Mais do que preservar a língua, trata-se de manter viva toda uma herança cultural, desde as histórias até a relação com o território e o meio ambiente”, destacou Campoli durante o lançamento.
A Mostra de Práticas Exitosas reforçou a importância de uma educação que dialoga com os saberes tradicionais e fortalece a identidade dos povos indígenas. Para Natalia Filardo coordenadora do Cimi MT, o lançamento do livro é um marco:
“Este livro é fruto do esforço coletivo do povo Enawene Nawe e mostra como a língua é a guardiã da memória e da espiritualidade de um povo. É um instrumento pedagógico, mas também um testemunho vivo da resistência e da esperança indígena.”
Com cada edição, o Seminário e a Mostra consolidam-se como espaços de diálogo e fortalecimento cultural, sempre com o protagonismo indígena à frente dos processos.
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