BRASIL SEDIARÁ O CAM 7 EM 2029 E INICIA PLANEJAMENTO COM REUNIÃO DE EQUIPES

A Igreja no Brasil sediará o 7º Congresso Americano Missionário (CAM 7), que será realizado de 14 a 18 de novembro de 2029, na Arquidiocese de Curitiba.

Notícias da Diocese

19.03.2026 - 10:20:00 | 5 minutos de leitura

BRASIL SEDIARÁ O CAM 7 EM 2029 E INICIA PLANEJAMENTO COM REUNIÃO DE EQUIPES

O anúncio foi feito durante o CAM 6, ocorrido em novembro de 2024, em Ponce, Porto Rico. Como parte dos preparativos, as comissões realizaram, nesta quarta-feira, (18) de março de 2026, a primeira reunião de planejamento, com o objetivo de estruturar as ações iniciais e alinhar as equipes. As informações são de Dom Maurício da Silva Jardim, presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, e da irmã Regina da Costa Pedro, diretora das Pontifícias Obras Missionárias.

 

Congresso Americano Missionário é realizado a cada cinco anos e reúne delegações de 22 países do continente. O evento tem como finalidade fortalecer o compromisso missionário das Igrejas locais, promover a partilha de experiências e indicar caminhos de renovação e conversão missionária.

 

Foto: Divulgação

 

A Arquidiocese de Curitiba foi oficialmente confirmada como sede do CAM 7, retomando a tradição missionária da Igreja no Brasil, que sediou, em 1995, o V Congresso Missionário Latino-Americano (COMLA 5), na Arquidiocese de Belo Horizonte. A realização do congresso no país ocorre após mais de três décadas e gera expectativa quanto aos frutos pastorais e missionários.

 

Com o tema “América em saída: povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo” e o lema “Igrejas da América, em missão nas fronteiras”, o CAM 7 terá como objetivo geral impulsionar as Igrejas particulares na América, fortalecendo a experiência sinodal e a cooperação com a Missio Dei, especialmente nas realidades de fronteira.

 

A reunião de março de 2026 teve como foco consolidar a identidade e a dinâmica de trabalho das comissões, promovendo o entrosamento entre os membros e alinhando o planejamento estratégico às metas iniciais. O encontro também reforçou a corresponsabilidade dos participantes no processo organizativo.

 

Irmã Regina e dom Maurício JardimIrmã Regina, Congregação das Missionárias da Imaculada e Dom Maurício Jardim - Diocese de Rondonópolis - Foto: reprodução / POM

 

Durante a reunião, Dom Maurício destacou a dimensão teológica da missão da Igreja. “Existe uma única missão, a missão que brota da Trindade, da qual nós somos cooperadores. Somos colaboradores do amor transbordante de Deus, a Missio Dei”, afirmou.

 

Ele também ressaltou a centralidade da sinodalidade no processo preparatório. “A sinodalidade não é apenas um tema, deve ser algo constitutivo e essencial da vida ordinária das nossas igrejas. Queremos que as comissões do CAM 7 sejam uma expressão viva dessa sinodalidade: leigos, consagrados e ministros ordenados caminhando juntos”, disse.

 

Sobre os desafios da organização no contexto brasileiro, Dom Maurício chamou atenção para a dimensão territorial e eclesial do país. “O Brasil tem 280 circunscrições eclesiásticas. O tamanho do nosso país exige um modo operante particular. Fazer uma abertura de CAM numa Assembleia Geral da CNBB, com mais de 400 bispos, dá o tom da grandeza e da responsabilidade que temos”, pontuou.

 

A Irmã Regina da Costa Pedro apresentou aspectos técnicos e estratégicos do congresso, detalhando as motivações das escolhas feitas no processo de preparação. “O objetivo é fortalecer o compromisso missionário das igrejas locais com a missão universal, partilhando experiências e propondo um caminho real de renovação missionária”, explicou.

 

Sobre a definição do tema e do lema, ela destacou o caráter sinodal do processo. “Foi um caminho sinodal de idas e vindas. O lema ‘Igrejas da América em missão nas fronteiras’ surgiu com muita força desde o início. Queremos reconhecer o Espírito que já atua nessas fronteiras, e não apenas olhar para elas como um lugar de destino”, afirmou.

 

A religiosa também abordou a escolha do conceito teológico central do congresso. “Optamos por manter o termo Missio Dei (em latim) porque ele diz muito mais do que ‘Missão de Deus’. Teremos três anos para destrinchar esse conceito teológico com o povo, para que ele não seja um termo desconhecido ao chegarmos em 2029”, disse.

 

Sobre a organização das equipes, irmã Regina ressaltou o compromisso assumido pelos participantes. “Transformamos o convite em corresponsabilidade. Cada comissão deve agora reinterpretar suas atribuições para garantir que o CAM 7 não seja apenas um evento pontual, mas um processo de conversão”, concluiu.

 

Durante a reunião, também foram apresentadas as funções de cada integrante das comissões, incluindo o bispo presidente, responsável por animar e acompanhar os trabalhos; o coordenador, que articula as ações; o secretário, que organiza e sistematiza as informações; e os membros efetivos, que contribuem com suas experiências e participam da execução das atividades.

 

Entre os próximos passos estão a organização do lançamento nacional, a articulação com a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB / 2026) e a elaboração de um plano de comunicação para dar visibilidade ao congresso. Também está prevista a realização de um pré-simpósio envolvendo as comissões teológica, metodológica, de síntese e econômica.

 

O processo de preparação conta com a participação de organismos como as Pontifícias Obras Missionárias (POM Brasil), a Comissão Episcopal Missionária, o Centro Cultural Missionário, a Conferência dos Religiosos do Brasil e o Conselho Nacional do Laicato, além de teólogos e especialistas da América Latina e do Caribe.

 

Além do objetivo geral, o congresso estabelece metas específicas, como aprofundar a teologia da missão, promover a eclesiologia do Povo de Deus, fortalecer a sinodalidade, renovar a opção preferencial pelos pobres — em sintonia com os 50 anos da Conferência de Puebla —, identificar novas fronteiras missionárias e consolidar a cooperação entre as Igrejas da América.

 

A proposta é que o CAM 7 se configure como um espaço de encontro, reflexão, espiritualidade e animação missionária, com impactos duradouros para a Igreja no Brasil e em todo o continente americano.

 

 

 

Fonte Pe. Renan Dantas - Diocese de Juína
Imagem Divulgação
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