Uma família não se mantêm, de modo digno, sem uma
renda financeira de acordo com suas necessidades: energia elétrica, água,
alimentação, manutenção doméstica, transporte, entre outras despesas,
necessariamente fazem parte da realidade familiar.
Numa comunidade eclesial não é diferente. Por mais
que a espiritualidade não tenha um custo em si mesma, o culto litúrgico, o
espaço físico e funcionários – citando apenas alguns exemplos – demandam
recursos dos mais diversos. Em suma, não é possível uma vivência paroquial
mínima sem uma receita.
A partir desse entendimento, podemos compreender um
pouco da necessidade material do dízimo. Sem levar em consideração seu aspecto
ainda mais profundo, o espiritual.
O dízimo “está relacionado com a experiência de
Deus, que, por amor, entregou seu Filho por nós e por todo o mundo” (Documento
106, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, 8). Esta relação com
Deus se concretiza a partir da oferta financeira feita de modo generoso e
deliberado. O fiel não partilha seu dízimo por um aspecto institucional
somente, mas a partir de uma relação com “aquele de quem provém tudo o que ele
é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. ”
(Doc. 106, 29). Estamos falando da dimensão religiosa do dízimo, que com as
demais tornam ainda mais claro seu papel na vida da comunidade.
Dimensão religiosa: como dito anteriormente, trata-se da relação
do fiel com Deus;
Dimensão eclesial: com a consciência de ser membro da Igreja, o
fiel participa diretamente dos custos com a realização do culto divino;
Dimensão missionária: a colaboração
do dízimo se une a de outros irmãos e favorece a partilha de recursos em
projetos de evangelização comum, de cada diocese, assim como a comunhão de
recursos com comunidades mais pobres;
Dimensão caritativa: se manifesta
no cuidado com os mais pobres e necessitados.
Assessor:
César Feitten